Começou a Discussão do Orçamento participativo Versão para impressão
Escrito por Nova Região   
Domingo, 06 Setembro 2009 09:02
A Casa da Cultura de Caneças recebeu esta Quarta-feira o primeiro Fórum do Orçamento Participativo para 2010, iniciativa municipal que repete depois da primeira experiência realizada no ano anterior.



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Na mesa do Fórum esteve Susana Amador, Presidente da Câmara Municipal de Odivelas e Rui Vieira, Director do Departamento Financeiro da autarquia. Na sala muito pouca gente sendo que a maioria eram técnicos do município. Entre a assistência encontravam-se as Vereadoras Eduarda Barros e Fernanda Franchi; Armindo Fernandes, Presidente da Junta de Freguesia e os seus vogais Luís Pereira e João Polido e os candidatos do PSD e do PS à presidência da Junta de Freguesia de Caneças, respectivamente Fátima Santos e João Azeitona.

A Presidente da CMO começou por assinalar que este é o primeiro Fórum para o Orçamento Participativo (OP) de 2010. A Edil considera que o OP deve ser realista e ter em conta apenas obras de pequena monta. «Um Orçamento Participativo com muito volume financeiro pode ficar com muita obra não realizada e isso desmotivará a participação» defendeu a Edil para quem é mais fácil executar no mesmo ano obras de pequena monta «Mas que fazem a diferença na vida das pessoas». Tal como no Orçamento anterior a verba destinada ao OP é de um milhão e meio de euros dos quais cerca de 150 mil caberão à freguesia de  Caneças.

Susana Amador considerou que embora existam mais municípios com Orçamento Participativo, o de Odivelas tem um factor diferenciador que é a monitorização por parte dos munícipes que pode ser feita no site da Câmara.

Quanto às obras do OP de 2009, Susana Amador faz um balanço muito positivo. «Há muitas obras já concluídas e outras muito adiantadas e as restantes ficarão prontas até ao final do ano». Os processos burocráticos decorrentes das imposições legais levaram a que muitas obras só pudessem ter sido adjudicadas em Julho e Agosto é mês de férias, explicou a Edil, sendo essa a razão porque algumas das obras de Caneças ainda estão por realizar.

Explicando a situação da freguesia a Edil disse que a loja Jovem de Caneças vai avançar para já com metade do espaço previsto porque é necessário reparti-lo com as Actividades de Enriquecimento Curricular mas quando a nova escola estiver concluída (dentro de 18 meses) o espaço será todo para este equipamento,

A Ilha Ecológica que irá substituir os contentores junto à praça de Táxis no centro da vila já foi adjudicada assim como a repavimentação dos vários arruamentos previstos.

A edil referiu ainda que o ano passado a CMO recebeu cerca de 1.600 propostas para o OP e que a ideia para este ano é triplicar esse número, o que considerou viável uma vez que só nos primeiros dias de Setembro foram recebidas através da Internet cerca de 600 propostas.

Depois desta intervenção inicial de Susana Amador a palavra foi passada aos fregueses de Caneças. João Azeitona falou nas acessibilidades e propôs a inclusão no OP da recuperação do Muro da Rua dos Castanheiros bem como o largamento da rua. Falou ainda do muro junto ao A.C. Santos que cria dificuldades de manobra e da entrada do Bairro dos Carvalheiros que precisa de ser reparada.

O Presidente da Junta, Armindo Fernandes, se sublinhou estar ali na qualidade de morador, perguntou «Para que servem estes debates se se elencam as coisas e depois nada se faz?» lembrando que «Do OP de 2009 até agora nada foi feito». Quanto às propostas concorda com as apresentadas por João Azeitona e levantou também o problema da Rua de Moçambique, no Bairro dos CTT e das ruas de  Vale Nogueira pavimentadas há 14 anos e que estão degradadas  e  precisam de tapete novo, entre outras situações conhecidas.

Olímpio Loureço referiu dois incêndios de grande intensidade de ocorreram dias antes em Caneças dizendo que o helicóptero chamado para apoiar os bombeiros deu várias voltas em Caneças e não encontrou ponto de abastecimento. Sugeriu a construção de um tanque para estas situações.

Referiu ainda a falta de Iluminação na Rua Nova do Mirante nas traseiras da Escola Cesário Verde. Há oito anos que cerca de 150 de ruas não têm iluminação. Disse também que o estrangulamento da Av. da Republica é uma vergonha para o concelho e freguesia.

A Presidente da Câmara achou viáveis as propostas feitas.

Texto e fotografias: Henrique Ribeiro

 

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